Uma Teologia de Sacrifícios e Ofertas

Pregação transcrita do dia 29/03/2009 dada à IBCU: Piedade e Vida de Contribuição – Sacrifícios e Ofertas (I)

A importância deste assunto

Quando falamos em dinheiro, estamos falando sobre um assunto que gera muitas críticas para os crentes, e muitas vezes elas são devidas. Quando nos aproximamos desse assunto, precisamos reconhecer que é um assunto difícil por causa dos abusos e exageros dos “evangélicos”. Sabemos que não é somente a Igreja Evangélica que abusa nesse assunto de dinheiro. A Reforma da Igreja foi lançada porque a Igreja Católica estava vendendo o “sair do purgatório e ir para o céu” através de dinheiro, e o vendedor dizia que cada vez que uma moeda entrava no caixa, uma alma estava solta. A Igreja Católica praticou isso e até hoje ela quer dinheiro público do Brasil. Os espíritas também praticam esse abuso. Eu já ouvi de tantas pessoas que vão para o espiritismo, que para fazerem aquelas feitiçarias, custa muito. O pai de santo cobra muito.

De fato, a cobiça e a ganância não são coisas evangélicas, mas humanas, e não existe coisa melhor para abusar de dinheiro do que religião, porque todos nós reconhecemos nossa necessidade, que precisamos de Deus e de sua ajuda, e tem muita gente que está pronta para vender a ajuda de Deus, e muitos que estão prontos para pagar.

Mas nós somos evangélicos, cristãos, pessoas do Novo Testamento. Então, quero começar com duas palavras de orientação, palavras que realmente são relacionadas com o primeiro assunto que eu levantei: que tem muita gente que quer se aproveitar de religião para se beneficiar financeiramente.

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Teologia e poesia

Algumas semanas atrás, numa conversa comigo, meu amigo pr. João Soares da Fonseca da PIB-RJ questionou algo que ouviu: “O povo não precisa de teologia, mas de mais poesia.” Tentei descobrir o autor desta frase, mas não consegui encontrá-lo. Fico sempre espantado com a forma como as pessoas podem ser tão fascinadas com tais declarações bonitas, mas absurdas.

Em primeiro lugar, é absurdo propor uma contradição conceitual entre “teologia” e “poesia”. Na verdade, qualquer comparação recai sobre o que Aristóteles chamou de “erro de categoria”, um erro de semântica ou ontológico em que uma propriedade é atribuída a uma entidade que não poderia ter essa propriedade. É uma comparação de dois objetos que não pertencem na mesma categoria ontológica. Dizer que precisamos de menos teologia e mais poesia está no nível de dizer que “a maioria das bananas são ateias”. É um erro de categoria, porque bananas pertencem a uma categoria de objetos que não podem ser ditas a ter crenças. Continuar lendo “Teologia e poesia”